Horário de funcionamento: Quarta a sexta-feira: 10h às 18h | Sábado: 12h às 20h | Domingo: 10h às 17h

Créditos: Estúdio Voa

>

>

Museu Ferroviário celebra três anos com programação gratuita durante o mês de novembro

Instituto Mirante

Museu Ferroviário celebra três anos com programação gratuita durante o mês de novembro

Com seminário sobre preservação e pesquisa, exposição dedicada ao Ferroviário Atlético Clube e atividades em Fortaleza e no Crato, programação reúne diferentes perspectivas sobre o patrimônio ferroviário cearense

O Museu Ferroviário Estação João Felipe comemora três anos de funcionamento com uma programação gratuita ao longo de novembro, dedicada à história, à memória e à pesquisa sobre o patrimônio ferroviário cearense. A agenda reúne rodas de conversa, percursos, oficinas, visitas mediadas, mesas-redondas, apresentação teatral e abertura de exposição. Entre os destaques estão o seminário “Preservar, pesquisar e imaginar”, de 12 a 14 de novembro, e a inauguração da exposição “Um trem chamado Ferrão: trabalho, futebol e paixão”, no dia 18.

“Celebrar os três anos do Museu Ferroviário é uma oportunidade de refletir sobre o trabalho desenvolvido até aqui e sobre as histórias que ainda precisamos conhecer. A pesquisa tem um papel fundamental nesse processo, pois nos permite reconhecer diferentes experiências, saberes e memórias, ampliando o conhecimento sobre o patrimônio ferroviário cearense. Com esta programação, queremos compartilhar essas reflexões com o público e estimular novos olhares sobre a história da ferrovia e suas relações com a sociedade”, destaca o diretor do Museu, Alênio Alencar.

Inaugurado em 17 de novembro de 2023, o Museu Ferroviário Estação João Felipe é um equipamento do Governo do Ceará, gerido pela Secretaria da Cultura (Secult Ceará) em parceria com o Instituto Mirante de Cultura e Arte. O Museu faz parte da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secult Ceará e está localizado no Complexo Cultural Estação das Artes, que reúne cinco equipamentos culturais na antiga área ferroviária de Fortaleza. Em três anos de atividades, o Museu já alcançou mais de 250 mil pessoas, aproximando diferentes públicos da história, da memória e do patrimônio ferroviário cearense.

Seminário “Preservar, pesquisar e imaginar” reúne pesquisas, memórias e experiências ferroviárias

Como parte das comemorações dos três anos do Museu, o seminário “Preservar, pesquisar e imaginar” promove atividades que abordam a preservação do patrimônio ferroviário, a produção de conhecimentos e as diferentes histórias e experiências relacionadas à ferrovia no Ceará.

O tema parte da compreensão de que preservar envolve escolhas sobre quais histórias, objetos e memórias uma sociedade reconhece como importantes. Nesse contexto, a pesquisa permite identificar novas perspectivas, reconhecer sujeitos historicamente pouco representados e ampliar as interpretações sobre o patrimônio ferroviário. A imaginação, por sua vez, abre possibilidades de reflexão sobre as relações entre passado, presente e futuro.

A programação do seminário começa na quinta-feira (12), das 9h às 11h, com o percurso “Oficinas Demosthenes Rockert (Oficinas do Urubu): trabalho e lazer”, conduzido pelo artista e ferroviário aposentado Antônio Simão. Realizada nas antigas oficinas ferroviárias, atualmente localizadas na área da Transnordestina Logística, a atividade apresenta a importância do espaço para a história da ferrovia no Ceará, destacando as funções desempenhadas pelos trabalhadores e as experiências de convivência, lazer e sociabilidade.

O seminário também apresenta desdobramentos do Edital Saberes Ferroviários, lançado pelo Museu para incentivar a produção de pesquisas sobre o patrimônio ferroviário cearense. Na quinta-feira (12), das 15h às 17h, a oficina “Missão Trilhos: memória e meio ambiente na ferrovia cearense”, com a arquiteta e urbanista Millena Fontes, uma das bolsistas do programa, aborda as relações entre a implantação da ferrovia, as transformações da paisagem e os modos de vida no estado. A atividade combina visita à exposição de longa duração do Museu, investigação em grupo e produção coletiva de painéis sobre os impactos da ferrovia no território cearense.

Na sexta-feira (13), das 14h às 16h, o Auditório da Pinacoteca do Ceará recebe a mesa-redonda “Pesquisa em museus: acervo, memória e experiências”, com a professora Teresa Scheiner, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), e o museólogo Saulo Moreno, servidor do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc/UFC). O encontro discute o papel dos museus como espaços de investigação e produção de conhecimentos, considerando as relações entre acervos, sujeitos, territórios e diferentes formas de construção da memória. Com transmissão ao vivo pelo canal do Museu no YouTube, a atividade também destaca os silêncios e as disputas presentes nas narrativas patrimoniais, a partir da pergunta: o que, quem e para quem os museus pesquisam?

Encerrando as atividades do dia, às 16h, a Trupe ‘Caba de Chegar’ apresenta o espetáculo “Naquela estação”, composto por três esquetes que narram as relações entre a ferrovia, os deslocamentos e os modos de vida no Ceará. As histórias tratam de questões como os conflitos familiares, a migração provocada pela seca e o cultivo do café no Maciço de Baturité, tendo as estações ferroviárias como parte dos acontecimentos.

Memórias negras e transformações dos territórios

No sábado (14), das 9h às 10h, a visita mediada “O Poço da Draga e a ferrovia”, conduzida por Izabel Lima, presidente da instituição Velaumar, percorre as relações históricas entre a comunidade do Poço da Draga, as atividades portuárias e o transporte ferroviário em Fortaleza. A iniciativa destaca as memórias dos moradores e trabalhadores e as transformações vivenciadas pelo território.

À tarde, das 14h às 17h, a Escadaria da KUYA – Centro de Design do Ceará recebe a mesa-redonda “Saberes Ferroviários: Memórias negras nos trilhos do Ceará”, com Antônio Wilame Jr. e Eduardo Menezes, sob mediação de Ana Sara Cortez. O momento será transmitido ao vivo pelo canal do Museu no YouTube. 

O encontro apresenta resultados da linha de pesquisa “A população negra e a ferrovia do Ceará”, desenvolvida pelo Programa de Pesquisa Saberes Ferroviários. A investigação discute a participação da população negra no sistema ferroviário cearense, destacando trajetórias, relações de trabalho, conhecimentos e experiências que contribuem para ampliar as narrativas sobre a memória social da ferrovia sob uma perspectiva étnico-racial.

Exposição aborda relações entre trabalho e futebol

No dia 18 de novembro, a programação comemorativa destaca a história do Ferroviário Atlético Clube (FAC). Das 15h às 17h, a roda de conversa “Matapasto e Jurubeba: o início do Ferroviário Atlético Clube” aborda as origens do clube, fundado a partir da união de duas equipes formadas por trabalhadores da Rede de Viação Cearense (RVC). A atividade é gratuita, com 30 vagas preenchidas por ordem de chegada.

Na sequência, às 17h, o Museu inaugura a exposição “Um trem chamado Ferrão: trabalho, futebol e paixão”, na Galeria Ramos Cotoco, no Theatro José de Alencar. Com curadoria de João Vitor Santos, a mostra aborda as relações entre o trabalho nas ferrovias e a prática do futebol a partir da história do clube.

Fundado em 9 de maio de 1933, o Ferroviário Atlético Clube tem sua origem ligada às antigas Oficinas do Urubu e às experiências de lazer e convivência dos trabalhadores.

Com fotografias e objetos do acervo do FAC, a exposição destaca a figura do jogador-operário, que conciliava as atividades profissionais com a prática esportiva, e as relações de classe e raça presentes na história do futebol em Fortaleza. A mostra amplia a compreensão sobre o patrimônio ferroviário ao abordar experiências que ultrapassam os espaços de trabalho e alcançam o esporte, a cultura e a vida comunitária.

A exposição poderá ser visitada gratuitamente até 29 de janeiro de 2027.

Programação comemorativa ao longo de novembro

As comemorações começam no dia 4 de novembro, com a exibição do documentário “O que é passado não passou”, dirigido pelo ferroviário Hamilton Pereira e realizado pela Associação de Engenheiros da Rede de Viação Cearense (AERVC). A produção reúne imagens históricas, músicas e relatos sobre a trajetória ferroviária no Ceará. Após a sessão, uma roda de conversa abre espaço para o compartilhamento de lembranças e reflexões sobre o filme.

No dia 7, as atividades chegam ao Crato, em celebração aos 100 anos da estação ferroviária do município, completados em 8 de novembro. O percurso “100 anos da Estação do Crato: memória, território e comunidade”, conduzido por Ana Isabel Cortez e Suelanho Alencar, explora as relações entre o complexo ferroviário e a Comunidade do Gesso, abordando a formação urbana, as memórias dos moradores e os desafios de preservação do patrimônio. Na mesma manhã, a oficina “Pintando a estação”, com Thiago Gabriel, apresenta técnicas de pintura em madeira e possibilidades de atuação na economia criativa.

No dia 21, a atividade “Trecho: Lendo na Estação”, seguida da oficina “Do trilho ao texto”, utiliza a obra Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo, como ponto de partida para explorar as relações entre literatura, trabalho e memória ferroviária. Os participantes também poderão produzir textos literários inspirados nos objetos e painéis da exposição de longa duração do Museu.

A programação continua no dia 25, com uma roda de conversa em homenagem ao engenheiro ferroviário Helder Girão, destacando sua trajetória e suas contribuições para a história da ferrovia cearense. No dia 28, o Museu realiza uma visita mediada com acessibilidade em Libras à exposição Nos trilhos do tempo. Histórias da ferrovia do Ceará, como parte do programa Ferrovia Acessível.

Serviço

3 anos do Museu Ferroviário Estação João Felipe
Período: 4 a 28 de novembro de 2026
Destaques: Seminário “Preservar, pesquisar e imaginar” (12 a 14/11) e abertura da exposição “Um trem chamado Ferrão: trabalho, futebol e paixão” (18/11).
Programação gratuita

Programação completa

4 de novembro (quarta-feira)

14h às 16h | Exibição do documentário “O que é passado não passou” + roda de conversa
Participação: membros da Associação de Engenheiros da Rede de Viação Cearense
Local: Associação dos Ferroviários Aposentados do Ceará (Afac)
30 vagas, por ordem de chegada
Classificação: livre

7 de novembro (sábado) — Crato

7h às 11h | Percurso “100 anos da Estação do Crato: memória, território e comunidade” + Oficina “Pintando a estação”
Condução: Ana Isabel Cortez Reis e Suelanho Alencar (percurso) e Thiago Gabriel (oficina)
Local: Estação Ferroviária do Crato e Comunidade do Gesso e Sede do Projeto Nova Vida (Rua São Francisco, 58 – Pinto Madeira, Crato)
20 vagas, mediante inscrição por formulário
Classificação: livre

12 de novembro (quinta-feira)

9h às 11h | Percurso “Oficinas Demosthenes Rockert (Oficinas do Urubu): trabalho e lazer”
Condução: Antônio Simão
Local: Transnordestina Logística (Av. Francisco Sá, 4829 – Álvaro Weyne, Fortaleza)
10 vagas destinadas a ferroviários aposentados

15h às 17h | Oficina “Missão Trilhos: memória e meio ambiente na ferrovia cearense”
Ministrante: Millena Fontes
Local: Museu Ferroviário Estação João Felipe e Ateliê II da Pinacoteca do Ceará (Rua 24 de Maio, s/n – Centro, Fortaleza)
20 vagas, mediante inscrição por formulário
Com tradução em Libras
Esta atividade integra a programação do Festival Afrocearensidades

13 de novembro (sexta-feira)

14h às 17h | Mesa-redonda “Pesquisa em museus: acervo, memória e experiências”
Participação: Teresa Scheiner e Saulo Moreno Rocha
Local: Auditório da Pinacoteca do Ceará (Rua 24 de Maio, s/n – Centro, Fortaleza)
80 vagas, por ordem de chegada
Com tradução em Libras e transmissão ao vivo pelo canal do Museu no YouTube

16h às 17h | Espetáculo “Naquela estação”
Apresentação: Trupe ‘Caba de Chegar’
Local: Auditório da Pinacoteca do Ceará (Rua 24 de Maio, s/n – Centro, Fortaleza)
80 vagas, por ordem de chegada
Com tradução em Libras

14 de novembro (sábado)

9h às 10h | Visita mediada “O Poço da Draga e a ferrovia”
Condução: Izabel Lima
Local: Poço da Draga (ponto de encontro próximo ao Pavilhão Atlântico)
20 vagas, mediante inscrição por formulário
Esta atividade integra a programação do Festival Afrocearensidades

14h às 17h | Mesa-redonda “Saberes Ferroviários: Memórias negras nos trilhos do Ceará”

Participação: Antônio Wilame Jr. e Eduardo Menezes
Mediação: Ana Sara Cortez
Local: Escadaria da KUYA – Centro de Design do Ceará (Rua Dr. João Moreira, 540 – Centro, Fortaleza)
60 vagas, por ordem de chegada
Com tradução em Libras e transmissão ao vivo pelo canal do Museu no YouTube
Esta atividade integra a programação do Festival Afrocearensidades

18 de novembro (quarta-feira)

15h às 17h | Roda de conversa “Matapasto e Jurubeba: o início do Ferroviário Atlético Clube”, com Chateaubriand Arrais Filho, Emmanuel Garcia e Jeff Peixoto
30 vagas, por ordem de chegada
Classificação: livre
Local: Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 – Centro, Fortaleza)

17h | Abertura da exposição “Um trem chamado Ferrão: trabalho, futebol e paixão”
Curadoria: João Vitor dos Santos
Local: Galeria Ramos Cotoco – Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 – Centro, Fortaleza)
Visitação até 29 de janeiro de 2027
Entrada gratuita
Com tradução em Libras
Esta atividade integra a programação do Festival Afrocearensidades

21 de novembro (sábado)

16h às 17h30 | Trecho: Lendo na Estação + Oficina “Do trilho ao texto”

Condução: Sabrina Alencar
Local: Museu Ferroviário Estação João Felipe – exposição Nos trilhos do tempo. Histórias da ferrovia do Ceará (Rua 24 de Maio, s/n – Centro, Fortaleza)
15 vagas, mediante inscrição por formulário
Classificação: livre
Recomenda-se a leitura prévia de Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo.
Esta atividade integra a programação do Festival Afrocearensidades

25 de novembro (quarta-feira)

14h às 16h | Roda de conversa “Homenagem ao engenheiro ferroviário Helder Girão”

Participação: membros da Associação de Engenheiros da Rede de Viação Cearense e Ellen Santos
Local: Associação dos Ferroviários Aposentados do Ceará  – Afac (Rua Dr. João Moreira, 540 – Centro, Fortaleza)
30 vagas, por ordem de chegada
Classificação: livre

28 de novembro (sábado)

16h às 17h | Visita mediada com acessibilidade em Libras
Condução: Núcleo Educativo do Museu
Local: Museu Ferroviário Estação João Felipe (Rua 24 de Maio, s/n – Centro, Fortaleza)
30 vagas, por ordem de chegada
Classificação: livre

Mais informações: museuferroviario.cultura.ce.gov.br e @museuferroviariojoaofelipe (Instagram, Facebook e YouTube).

Assessoria de imprensa
Caio Faheina
(85) 99983-3369
caio.faheina@institutomirante.org

Mais notícias
Instituto Mirante
O Museu Ferroviário Estação João Felipe realiza, de 12 a 14 de novembro, o seminário “Preservar, pesquisar e imaginar”, como parte das comemorações pelos seus...
12 horas atrás
Instituto Mirante
No sábado (31), às 16h, o Museu Ferroviário Estação João Felipe realiza uma visita mediada em Libras à exposição de longa duração Nos trilhos do...
26 de outubro
Instituto Mirante
Ainda menina, no distrito de Ibiapaba, no sertão de Crateús, Erivany Soares tinha um sonho compartilhado por muitas crianças da cidade: conhecer o mar. A...
23 de outubro
Acessar o conteúdo